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Quem é você e como se tornou um cientista?


Prof Luiz Leduino: Sou de Guaratinguetá e fiz o curso técnico de eletrotécnica na Unesp. Gostei muito de conhecer um pouco da vida acadêmica no Colégio Técnico da universidade, o que me levou a estudar matemática aplicada em Campinas. Em 2006, passei em um concurso para a Universidade Federal Fluminense e dois anos depois, minha esposa começou o doutorado na USP em educação. Quando abriu o concurso na Unifesp São José, na minha área de matemática, eu prestei e passei. Cheguei na primeira turma de professores e aqui estou.

 

Como foi a primeira turma de professores?

 

Prof Luiz Leduino: A primeira turma de professores era composta por oito substitutos, dos quais apenas um passou no concurso. Eu, Arlindo, Fábio Silveira e Daniela Musase somos os únicos quatro da primeira turma que ainda estão aqui. A professora Regina, que é a promoção 5, também é da primeira turma, mas apenas três dos oito que entraram permaneceram.

 

Como foi voltar para São José e trabalhar na Unifesp?

 

Prof Luiz Leduino: Foi um processo de voltar, de voltar para a região. Eu gostava de morar na Bahia e no Rio, mas por questões familiares acabei voltando devagarzinho. Não foi intencional, mas no final gostei e gosto bastante de São José e da Unifesp.

Entrevistador: Como é a Unifesp em São José dos Campos?

Entrevistado: A Unifesp em São José dos Campos é uma universidade pública com cursos de exatas e humanas. No início, havia uma turma só de Ciências da Computação noturno, mas quando eu entrei, havia também um diurno. O campus era pequeno, com um prédio só e sem internet no começo.

 

Como você descreveria sua relação com o Observatório?

 

Prof Luiz Leduino: Eu gosto muito do Observatório e participo desde a sua fundação. Acho importante o trabalho que o Observatório realiza na divulgação científica e na aproximação com a comunidade. Gosto de estar envolvido nesses projetos e ajudar no que for necessário.

Pode falar um pouco mais sobre a história do campus?

 

Prof Luiz Leduino:Começamos sem nada e fizemos muitas reuniões para estruturar o primeiro curso, que era de Ciência da Computação. Depois, fizemos um projeto de expansão do campus, pois não dava para ficar com apenas um curso naquelas condições. Chamamos várias personalidades para discutir que curso da área de exatas a cidade precisava. Conversando com o prefeito, fizemos vários eventos, como seminários. Visitamos a UFABC e propusemos a criação de um campus interdisciplinar na área de tecnologia. Em 2009, foi aprovado o projeto do campus interdisciplinar com quatro engenharias integrando os dois cursos que já existiam. A essência foi aprovada e, em 2008, tomamos posse. A criação do Instituto de Ciência e Tecnologia foi uma batalha interna da Unifesp, que tinha dificuldade de entender que havia outras áreas além da Medicina. O projeto de expansão foi aprovado após conversas com a prefeitura, e o prédio foi construído para acelerar a aprovação da expansão.